THE END.

APPENDIX No. I.

✠

Senhor.

Acerqua do negoceo de fernam de magalhaes en tenho feito e trabalhado

quanto deus sabe, como lhe largamente tenho esprito, e agora estando

xebres doente falei niso muito ryjo a el Rei apresentando lhe todolos

enconuinientos que neste caso auia, apresentando lhe alem das outras

cousas, quam fea cousa era e quam desacostumada receber hum Rei os

uasalos doutro Rei seu amigo contra sua vontade que era cousa que antre

caualeiros se nom acustumaua e se auia por mui grande erro e cousa mui

feia e que en nom acabaua em ualhadoly de lhe oferecer uosa pesoa e

reinos e senhorios quando ele ja recebya estes contra uoso prazer que

lhe pedia que oulhase que nom era tempo pera descontentar uosalteza e

mais em cousa que lhe tam pouco inportaua e tam incerta e que muitos

uasalos e omens tinha pera fazer seuos descobrimentos quando fore tempo

e nam c os que de uosalteza uinham descontentes e de que uosalteza nom

podia de deixar de ter sospeita que auiam de trabalhar mais por uos

desseruir que por ninhūa outra cousa e que su alteza tinha ainda agora

tanto que fazer em descobrir seuos reinos e senhorios e em os asentar

que lhe nom deuiam de lembrar taes nouidades de que se podiam seguir

escandolos e outras cousas que se bem podiam escusar apresentando

lhe tambem quam mal isto parecia em anno e tempo de tal casamento

e acrecentamento de divido e amor. E que me parecia que uosalteza

syntiria muito saber que estes omens lhe pedem licença e nom lha dar

pera se tornarem que eram ja douos males recebedos contra sua uontade

e telos contra uontade deles que eu lhe pedia polo que compria a seu

seruiço e de uosalteza que de duas fizese hūa ou lhe dese licença ou

sobre-esteuese neste negocio este anno em que se nom perderia muito

e se poderia tomar tal meio como ele fore seruido e uosalteza nom

recebese desprazer do modo com que se isto faz.

Ele senhor fycou tam espantado do que lhe dyse que eu me espantei e me

respondeo as milhores palauras do mundo e que ele por ninhūa cousa nom

queria que se fizese cousa de que uosalteza recebese desprazer e muitas

outras boas palauras e que eu falase com ho cardeal e que lhe fizese

relaçam de tudo.

Eu senhor o tynha ja bem praticado com ho cardeal que he a milhor cousa

que qua ha e lhe nom parece bem este negoceo e me prometeo de trabalhar

quanto podese por se escusar. Falou com el Rei e chamaram per isto ho

bispo de burgos que he o que sostem este negocio. E asy huns douos

do conselho tornaram a fazer crer a el Rei que ele nom eraua nisto a

uosalteza porque nom mandaua descobrir senam dentro no seu lemite e mui

longe das cousas de uosalteza e que uosalteza nom auia dauer por mal

de se seruir de douos uasalos seuos homens de pouca sustancia seruindo

se uosalteza de muitos dos naturaes de castela alegando outras muitas

razōes. In fim me dise o cardeal que o bispo e aqueles insistiam tanto

nisto que por ora el Rei nom podya tomar outra detriminaçam.

Tanto que xebres foi sam lhe tornei a presentar este negoceo como digo

e muito mais ele da a culpa a estes castelhanos que pōi el Rei nisto

e com tudo que ele falara a el Rey e nos dias pasados o requeri muito

sobre isto e nunca tomou detriminaçam e asi creio que fara agora a mim

senhor parece me que uosalteza pode recolher fernam de magalhāes que

sera grande bofetada pera estes que polo bacharel nom dou eu muito que

anda casi fora de seu syso. E fiz diligencia com dom jorge acerqua da

yda laa do seu alcayde e ele diz que hira em toda maneira asy senhor

que isto esta desta maneira e com tudo eu nunca deixarei de trabalhar

nisto o que poder.

E nom cuide vosalteza que dise muito a el Rei no que lhe dise porque

alem de ser tudo verdade o que dise esta gente como dygo nom sente

nada nem el Rei tem liberdade pera dy sy fazer ate ora nada e por iso

se deue de syntyr menos suas cousas. noso senhor a uida e estado de

vosalteza acrecente a seu santo seruiço. de saragoça terça feira a

noyte xxviii dias de setembro [1518].

Beijo as māos de uosa alteza,

+Aluaro da costa+.

(Torre do Tombo, Gav. 18, Maç. 8, No. 38.)

No. II.

Sen̄or,

em xv deste Julho ꝓ chavascas moço dest’beyra R. duas cartas de vosa

alteza hūa de xviij e outra de xxix do mes pasado que entendy e sem a

segᵈᵃ Resumyr Respondo a vosa alteza.

Sam agora vindos em companhia a esta cidade xpovā de harōo e Jᵒ de

cartajena feitor moor darmada e capitam de hū navio e o tesoureyᵒ e

esc’vā desta armada e nos Regimᵗᵒˢ que trazem ha capᵒˢ contrarios ao

rregmᵗᵒ de frnā de magalhāes E vistos p̃llo contador e feitores da casa

da contʳtaçam como posam mall engulyr as cousas de magalhaēes foram

logo da opiniam dos que novaᵐᵗᵉ vieram.

E juntos mandarā chamar frnā de magalhaēes e q̃seram dele sabr̃ a

ordem desta armada e a causa por que na qʳta nāao n̄o ya capitā somᵗᵉ

carvalho que era piloto e nō capitam, dise que elle a queria asy levar

ꝓa levar o foroll e as vezes se pasar aela.

E lhe diseram que levava mᵗᵒˢ portugeses e que nō era bem que levase

tantos Respondeo que ele faria na armada o q̃ qꝫsese sem lhe dar coᵗᵃ e

que elles o no podiam fazʳ sem a darē a elle pasaranse tantas e tam mas

Rezoēes q̃ os feitores mandarā pagar soldo a jente do maar e darmas e

nō a nēhūes dos portugeses q̃ frn̄a de magalhaēes e Ruy faleiro tem ꝓa

levar e a ysto se fez correeo a corte de castela.

E por eu v̄r a materia aberta e t̄po bē conveniente ꝓa dizʳ o que

me vosa alteza mādo me fuy a pousada de magalhaēes onde o achey

conçertando cortiços e arcas com vitoalha de consʳvas e outᵃˢ cousas

apʳtey o fingindo que p̃llo achar naquele acto que me pareçia conclusā

da obra de seu māao ꝓposyto e por que esta seria a derradrᵃ fala q̃ lhe

faria lhe queria rreduzir a memoriam quantas vezes como bom portuges e

seu amygo lhe avia falado contʳᵃriando lhe o tam grande erro como fazia.

E despois de lhe pedir ᵱdam se algūu escandalo de my Reçebese na

p̃tica, lhe trouxe a memoria quantas vezes lhe avia falado e quā bem

me senp̃ Respondia e que segundo sua Reposta senp̃ eu esperey q’ o

fim nō fose con tā grande dessʳviço de vosa alteza e o que lhe senp̃

disera era que visse que este caminho tinha tantos perigos como a Roda

de Santa Cⁿᵃ e que o devya deixar e tomar o coy’brāao[461] e tornar se

a sua natureza e a ḡça de vosa alteza donde senp̃ Reçeberia mᶜᵉ. nesta

fala entrou meter lhe todolos temores q̃ me pareçerā e erros que fazia

dise me q̃ elle n̄o poderia ja all fazʳ por sua honrra senā seguir

seu caminho, eu lhe disse que ganhar onrra indyvidamᵗᵉ e adq̃rida com

tanta infamia nō era sabʳ nē honrra mas antes pʳⁱvāça de sabʳ e d

onrra por que fose çerto q̃ a jente castelhana pʳⁱnçipall desta çidade

falando nele o aviam por hōme vyll e de māao sangue poys em dessʳviço

de seu v̄dadʳᵒ Rey e sen̄or aceptava tall enᵱsa quanto mais semdo ᵱ ele

levantada e ordenada e Requerida, que fose ele certo que era avida por

treedor por hyr contʳᵃ o estado de vosa alteza, aquy me Respondeo que

ele via o erro que fazia porem que ele esperava ḡdar muyto o sʳviço de

vosa alteza e fazʳ lhe muito sʳviço em sua yda. Eu lhe dise que quē

lhe louvase tall dizʳ o nō entenderia, por que caso q̃ ele nō tocase

a conq̃sta de vosa alteza como qr̄ q̃ achasse o q̃ dizia luogo era

em grande dano das rrendas de vosa alteza, e que este Reçebia todo o

rregno e jenero de pᵃˢ[462] e que mais virtuoso pensamᵗᵒ era o que

ele tinha quando me disse que se vosa alteza mandase q̃ se tornasse a

portugall q̃ o faria sem outʳᵃ çerteza de merçee e que quando lha nō

fizese que hy estava essa serradoosa e sete vᵃˢ[463] de pardo e hūas

contas de bugalhos que entā me pareçia q̃ seu coraçā estava na vʳdade

do que compria a sua honnra e conçyençia, o q̃ se falou foy tanto q̃ se

nō pode esc̄ver.

a q̃ⁱ sᵒʳ me começou a dar synall dizendo que lhe dissese mais que ysto

nō vinha de my e que se v. alteza mo mandava q̃ lho dissese e a mᶜᵉ q̃

lhe faria, eu lhe disse q̃ eu nō era de tantas toneladas ꝓ q̃ v. alteza

me metese em tall acto mas eu como outᵃˢ mᵗᵃˢ vezes lho dezia aquy me

q̃ⁱs honrrar dizendo q̃ se o q̃ eu começey com ele levara avante sem

antʳᵉvir outᵃˢ pᵃˢ q’ vosa alteza fora s̄vido mas q’ nᵒ[464] Ribeiro

lhe disera hūa cousa e q’ n̄o fora nada e Joam mendez outʳᵃ q’ nō atara

e diseme a merçee q’ lhe prometian da ᵱte de vosa alteza, aqⁱ ouve

grande amiserarse e diz’ que bem sentia tudo mas que nō sabia cousa

ᵱa que cō rrezam deixase hūu Rey quo tanta mᶜᵉ lhe avia feito. e eu

lhe disse q’ por faz’ o que devia e nō ᵱder sua honrra e a mᶜᵉ q’ vosa

alteza lhe faria que seria mais çerta e cō mais verdadeira onrra. E que

pesasse ele se a vinda de purtugall q’ fora por çem rrēs mais ou menos

de morida q’ v. alteza lhe deixara de dar por nō quebrar sua ordenança,

com virem dous rregmᵗᵒˢ contrarios ao seu, e ao q’ ele capitolou cō el

Rey dō carlos, e veria se este despʳᵉzo pessa mais ꝓa se hyr e fazʳ o

que deve se vyr se por o q’ se veeo.

fez grande admiraçā de eu tall sabr̃ e aquy me disse a vᵉʳdade e como

o correo era ꝓʳtido q’ eu ja tudo sabia. E me disse que çerto nō aberia

cousa por q’ elle desse cō a carga em tr̃ra senā tirando lhe algūa

coussa do capitolado; porem q’ pʳmᵒ abia de veer o que lhe vosa alteza

faria. eu lhe disse q’ mais q’ria veer q’ os rregmᵗᵒˢ e Ruy faleiro q’

dezia abertamᵗᵉ q’ nō avia de seguir seu foroll e que avia de navegar

ao sull ou nō hira na armada, e que ele cuidara q’ hia por capitā moor

e que eu sabia que avia outᵒˢ mandados em contʳᵃiro os quaees elle nō

saberia senā a t̃po que nō pudese Remedeaʳ sua onrra; e que nō curasse

do mell que lhe punha p̃llos beiços o bp̃o de burgos e que agora era

t̃po por ysso q’ visse se o queria fazʳ e que me desse carta ꝓa vossa

alteza e que eu por amoor dele yria a vossa alteza a fazʳ seu ᵱʳtido,

por que eu n’o tinha nehūu Recado de vosa alteza ꝓa em tall entēder

somᵗᵉ falava o q’ me pareçia como outᵃˢ vezes lhe avia falado. dyseme

que nō me dezia nada ate veer o rrecado q’ o correo trazia e nisto

concludymos eu vigiarey com toda minha posybilidade o sʳviço de v

alteza.

neste paso me parece bem que saiba vosa alteza que he çerto que a

navegaçā q’ estes esperā fazʳ el Rey dom carlos a sabe e fernā de

magalhaēes asy mo tem dito e pode aveer quem tome a empʳᵉsa que faça

mais dano. faley a rruy faleyʳᵒ ꝓ duas vezes nunca me all Respondio

senā que como faria tall contʳᵃ el Rey seu señor q’ lhe tanta mᶜᵉ fazia

a todo o que lhe dezia nō me rrespondia all, pareçe me que esta como

homē torvado do Juizo e que este seu famyliar lhe despontou algūu sabr̃

se o nele avia pareçeme q’ movido fernā de magalhaēes q’ Ruy faleyʳᵒ

seguira o q’ magalhaēes fizʳ.

sᵒʳ os navios da capitania de magalhaēes sam cinqᵒ ·s. hūu de cx

toneladas os dous de lxxx cada hūu e os dous de lx cada hū pouco mais

ho menos, sam muy velhos e Remēdados por que os vy em monte corregeer,

ha onze messes que se correjeram e estā na agoa agora calafetam asy

nagoa eu entrey neles algūas vezes e çertefico a vosa alteza que ꝓa

canariᵃ navegaria de maa vontade neles, por q’ seus liames sam de sebe.

hartelharia que todos çinq’ᵒ levā sam lxxx tiros muy pequenos somᵗᵉ

no maior em q’ ha de hyr fernam de magalhaēs estam quatᵒ vᵉʳços de

ferro nō bōos ᵱ toda a jente que levā em todos çinq’ᵒ sam iiᶜxxx homēs

todo los mais tem ja Reçebido o soldo somᵗᵉ os portugeses que nō querē

Reçebr̃ a mill Rs̄, agʳdan que venha o correo por que lhes disse

magalhaēes que ele lhes farya acrecētar o soldo e levā mātymᵗᵒˢ ᵱa dous

anos.

capitam da pʳmᵃ nāao fernā de magalhaēes e de segunda Ruy faleyᵒ da

3ʳᵃ Jᵒ de cartagena q’ he feitor moor darmada da 4ᵃ quesada cʳⁱado do

arçobpo de sevilha a 5ᵃ vay sem capitam sabido vay nella por piloto

carvalho portugues, nesta se diz que ha de meteer por capitā desque

forē de foz ē fora ha alvᵒ da mizquⁱta d estʳᵉmoz que caa estaa os

portugeses que ca vejo ᵱa hirem

§ o carvalho piloto

§ estevā gomez piloto

§ o sserrāao piloto

§ vᶜᵒ pʳᵉto galego piloto ha dias q’ caa vive

§ alvᵒ da myzqⁱta d est̄moz

§ martȳ da myzqⁱta d estremoz § frᶜᵒ d aᵒ seca fᵒ do cᵈᵒʳ do

rrosmaninhall

§ xpovā ferrᵃ fᵒ do cᵈᵒʳ de castelejo

§ martim gill fᵒ do Juiz dos orfāaos de lixboa

§ ꝓo d abreu cʳⁱado do bp̃o de çafy

§ duarte barbosa sobʳⁱnho de diᵒ barbosa cʳado do bp̃o de çiguença

§ antᵒ frrz q’ vivia na mouraria de lixboā

§ luis aᵒ de beja q’ foy cʳado da sʳᵃ Ifante q’ đs tem

§ Jᵒ da silva fᵒ de nᵒ da silva da ilha da madeira este me disse senp̃

q’ n’o avia de hyr salvo se vosa alteza o ouvese por seu sʳviço e anda

como diçipulo encuberto.

§ o faleiro tem caa seu pay e may e irmāaos hū deles leva consigo.

outʳᵃ jente miuda de moços destes tambē dizē q’ am de hyr de que farey

memoria a vosa alteza se mandar quando forē. a qⁱnta ꝓte desta armaçā

he de xpovā de haroo q̃ nela meteo m̄j[465] ducados Diz caa q̃ vosa

alteza lhe mādo la tomar x̅x̅[466] +ᵈᵒˢ de fazēda elle daa caa os

avisos d armada de vosa alteza asy da feita como da que se faz soube

q̃ ꝓ hūu cʳⁱado seu q̃ la tem. avendo se as cartas deste podria vosa

alteza sabr̃ ᵱ que via sabia estes secʳᵉtos.

as mercaderias que levā sam cobre azouge panos baxos de cores sedas

baxas de cores e marlotas feitas destas sedas.

certificasse que ᵱtira esta armada ᵱa baxo em fim deste Julho mas a mȳ

nō mo pareçe asy nē ate meado agosto, posto que o correo venha mais

çedo.

a rrota que se diz que han de levar he dirᵗᵒ ao cabo fryo ficando

lhe o brasy a māo dirᵗᵃ ate pasar a linha da ꝓtiçā e daly navegar ao

eloeste e loes noroeste dirᵗᵒˢ a maluco a quall tr̃ra de maluco eu vy

asentada na poma[467] e carta que ca fez o fᵒ de Reynell a quall nō era

acabada quando caa seu pay veo por ele, e seu pay acabou tudo e pos

estas tr̃ras de maluco e ᵱ este paderam se fazem todallas cartas as

quaēes faz diᵒ Ribeiro e faz as agulhas quadrantes e esperas porem nō

vay narmada nem q̃r mais q̃ ganhar de comeer ꝓ seu engenho.

desd este cabo frio ate as Ilhas de maluco ᵱ esta navegaçam nō

ha nēhūas tr̃ras asentadas nas cartas que levā pʳᵃza a d’s todo

poderoso que tall viajem façā como os corterrāes, e vosa alteza fique

descansado. e seja senpʳᵉ asy ēvejado como he de todolos pʳⁱnçipes.

Sen̄nor outʳᵃ armada se faaz de tres navios podres peq̃nos em que vay

por capitam andres ninho este leva outᵒˢ dous navios pequenos lavrados

em peeças dētro nestes velhos este vay a tr̃ra fyrme q̃ descobʳⁱo pᵉ

ayres, ao porto de larym e daly ha de hyr por tr̃ra xx legoas ao maar

do sull donde se ha de levar ᵱ tr̃ra os navios lavrados com a enxarçeea

dos velhos e armalos neste maar do sull e descobʳⁱr com estes navios

mill legoas e mais nā contʳᵃ o eloeste, as costas da tr̃ra q̃ se chama

gataio e nestas ha de hyr por capitam moor gill gɫɫz contador da Ilha

espanhola e vam ꝓ dous an̄os.

partindo estas armadas se faz loguo outra de quatᵒ navios ᵱa hyr

segundo se diz na esteira de magalhaēes porē como ainda ysto nō este

posto em gōço de se fazʳ nō se sabe cousa[468] cousa[468] çerta e esto

ordena xpovā de harōo o que se mais pasar eu o farey sabr̃ a vosa

alteza.

as novas da armada que el Rey dom carlos māda fazʳ ꝓa se defender ou

ofender a frança ou hyr ao empereeo como se diz escuso escʳᵉver a vosa

alteza por que de nᵒ Ribeiro que he em cartagena as tera vosa alteza

mais certas mas ha nova çerta nesta cidade ᵱ cartas que el Rey de

frança divulga que el Rey dō carlos nō ha de seer emperador e que ele

o ha de sser o papa ajuda el Rey de frança ꝓ via onesta conçede lhe

quatᵒ capelos ᵱa que os desse a quē ele q̃ⁱsesse diz se que el Rey de

frança os tem ꝓa daar a quē os elegedores do empereo ̰qⁱserem donde

se çertefica que ou el Rey de frança sera emperador ou quē ele qⁱsᵉr,

o que mais pasar nestas armadas eu terey especiall cuidado de o fazʳ

sabr̃ a vosa alteza ainda q̃ eu estava ja frio nisto por que me pareçeo

q̃ vosa alteza o q̃ria ᵱ outrē sabr̃ por que vy caa nᵒ Ribeiro e outᵃˢ

pᵃˢ q̃ comigo falavā ꝓ modo disymulado querendo sabr̃ de m̄y. beeso as

māaos de vosa alteza, de sevilha a xviij de Julho de 1519.

+Sebastiā Alu̅r̅z̅.+

No. III.

✠

el Rey

Fernando de magallam̄s e Ruy falero cavalleros de la ordem de Santiago

ñros capitañs generales della armada q’ mandamos hasēr para yr A

descobrir e a los otros capitañs particulares de la đha armada e

pilotos e maestr̃s e contramaestres e marineros de las naos de la đha

armada por quanto yo tengo porcierto segund la mucha informaciō que he

avido de personas que por esperiencia lo An visto q’ en las islas de

maluco ay la especieria e principalment’ ys a buscar con esa đha armada

e my voluntad es que derechament’ sigais el viage a las đhas islas por

la forma e man’a quo lo lie dicho e mandado A vos el đcho fernando

de magallanis porende yo vos mando A todos e a cada uno de vos q’ en

la navegacion del đho viage sigais el parecer decterminaciō del đho

fernando de magallam̃s para que ant̄s e primero que a otra parte alguna

vais A las đhas islas de maluco sin que en ello Aya ninguna falta porq’

asy cunple A n̄ro servicio e despues de fecho esto se podra buscar lo

demas que convenga conforme A lo q’ llevais mādado o los unos ny los

otros non fagađs nyn fagan ende Al por alguna man’a so pena de ꝓdimyᵗᵒ

de biens e las ꝓsonas a la n̄ra merced fecha en barcelona a diez e

nueve dias del mes de abril an̄o do myll e quiniētos e diez o nueve an̄o

yo el rey

por mandado del rey frrᶜᵒ de los covos

pā q’ los del armada sigan el parecer y determynaciō de magallan̄s pā

q’ ant̄s y pᵐᵒ q’ a otra p̄t vayā a la especerya.

No. IV.

Moradias da casa real—Maç. 1—Lᵒ. 7, fᵒ. 47, vᵒ.

fernan de magalhaēs fᵒ de pᵒ de

magalhaēs avera onze dias de Janʳᵒ

deste ano e deze seys dias de mayo e

todo Junho a dous mill e trezentos

e doze r̃s pʳ mes cō cᵈᵃ arqʳᵉ pʳ dia v̄ lxvi r̄s

Rᵒ o sobrino ē xiiij denʳᵒ de vᶜ xx v

ꝓa ē ᵱte de tres meses q̃ lhe

ainda deve do ano de vynte e tres

dos q̃tro meses ij lhe mādava

dar de q̃ tē avydo hū mes

segᵈᵒ se tudo q̃tē ē hu escryto

seu q̃ lhe deles e de mays t̄po

deu de q̃ ja he pago somᵗᵉ dos tres

meses q̃ lhe ainda devia Rᵒ os cynq̃ᵒ

mill e sesenta e seys Rˢ ēcyma

q̃teudos.

BASTM

+Da costa.+ x̅i̅̅i̅̅i̅ ijᶜ lxxxiij

+Fernā Roiz.+

No. V.

M D. xxiv de mense Augusti.

Serenissimo Principe, et excellentissimi Signori,

Supplico jo Antonio Pigafetta Vicentino Cavallier hierosolimitano che

desiderando veder del mondo nelli anni passati, ho navicato cum le

caravelli de la Maiesta Cesarea, che sono andate a trovar le Isole,

dove nascono le specie nelle nove Indie, nel qual viazo ho circumdato

tutto il mondo à torno et per esser cosa, che mai homo lha fatta, ho

composto un libreto de tutto el ditto viazo, qual desidero far stampir.

Et per ho suplico de gratia che per anni xx alcun non possi stampirlo,

salvo chi voro io, sotto pena à chi el stampasse, o stampato altrove el

portasse qui, oltra eˡ perder li libri de esser condenato lire tre per

libro, et la executione possi esser fatta per qualunque magistrato de

questa cita à chi sara fatta la conscientia et sia divisa la pena, un

terzo al arsenal de la sublimita vostra, un terzo al acusador, et un

terzo à quelli che farano la executione, alla gratia sua humiliter mi

ricomando.

Die vᵗᵒgusti.

Aloys de priolis

mˢ dan d eq’s

jo Emiliano

Lazar. mocenigo

de parte 152

Consil. ✝ de Non 6

non sync 2

(Senato _Terra_, reg. 23, p. 124.)

INDEX.

GENERAL INDEX.

Amboina, 149

Amoretti, li–liii

Amsterdam Island, lvii, 233

Astronomer Royal, 6

Bachian Island, 24, 142

Bautista, Mestre Juan, pilot of the “Trinity”, lvi, 253. See Poncero

Bibliography, l–lvi, 210

Bird of Paradise, 143, 205, 209

Borneo, 13, 18, 20, 110–118, 202–205, 227

Brasil, 43–48

—— vocabulary, 48

Burning of the “Conception”, 105, 202

Cannibals, 44, 49, 122, 149, 188

Cape of Good Hope doubled, 160, 235

Ceremonies, 97

China, 157, 158

Cloves, 134

Cochin China, 156

Cocoa-nut palms, 72, 73

“Conception”, burning of, 105, 202

—— Captain Gaspar de Quesada,

Conversion of islanders, 81, 92, 94, 99, 225

Council of war held by Albuquerque, xxi

Curious animals, 119

—— birds, 42, 83, 84, 99, 143, 146, 155, 205, 209

—— people, 148, 150, 151, 154

—— shell-fish, 91

Demarcation, line of, 67, 185

Desertion of the “San Antonio”, 7, 59, 195, 250

Diane, la, morning call, early use of the term, 39

Discovery of the Straits, 8, 59, 64

Disnaturalisation, iv–xv

—— earliest case of, Teucer, i

Eclipse of sun, 6

Fabulous stories, 155

Fleet of Andres Niño, lxv

—— Magellan, xlii, 257

French claim to Amsterdam Island, lvii

Gaticara, or Cape Comorin, 68, 189, 209

Gilolo Island, 29, 133, 202, 230

Kechil Deroix, son of King of Ternate, 128, 141

India, 159, 160

Ladrone Islands, discovery of, 9, 68, 70, 223

Magellan, birth-place, xv

—— genealogy, xvi

—— coat of arms, xvi

—— services, xvii–xxv

—— discontent, ii, xviii, xxv

—— disnaturalisation, xi, xxv

—— marriage, xvi

—— children, xvi, xvii

—— will, xv, xvii

—— ordinances, 37–39

—— order of the day, 177, 193

—— characteristics, xviii–xx, xlviii, lviii, 96

—— death, Saturday, April 27th, 1521, 12, 101, 102, 200, 251, 252

—— fame, xxvii, xlvii

—— virtues, 96, 102

Magellanic clouds, 66

Maré Island, 146

Massawa Island, 11, 16, 83, 198

Matan Island, 12, 99, 199

Mindanao Island or Quipit, 106, 121

Moluccas, 147, 205

—— disputes as to them, iii, iv, 205, 220

Montevideo, 215

Musk, 158

Mutiny of officers of Magellan’s fleets, 3, 56, 194, 243, 244, 247–250

Nairs of Malabar, 160

Navigation, treatise of by Pigafetta, 164–174

—— by Francisco Faleiro, xlviii

Palawan Island, 109, 119

Patagonians, 5, 49–55, 64, 189–191, 218

—— vocabulary, 62, 63

Pearls, 117

Philippine Islands, 71, 105

—— customs, 97–99

—— idols, 96

—— planting of a cross, 81, 82

Pigafetta, 75, 104, 163, 175, 182

—— petition to Doge and Council of Venice, lii; Appendix, xiv

Porcelain, 107, 117

Ramusio’s discourse, 181–183

St. Elmo’s light, 42, 49

St. Julian Port, 3, 4, 49, 55, 189

St. Paul’s Island, lvii

San Pablo’s Island. See Unfortunate Islands

Sta. Cruz river, 57

“Santiago”, loss of, 4, 56

—— Captain Juan Serrano,

Sati, or Suttee, 154

Scurvy, 65

Sebu Island, 11, 84, 198

Serradossa convent, xl

Setebos, 53

Siam, 85, 156

Skirmish with islanders, 69, 101

Southern Cross, 67

Spices, 134, 208

Straits, discovery of, 7, 8, 60, 219

Sulu Islands, 120

Sumatran slave of Magellan, 103

Sumdit and Pradit, 67, 159

Tenerife Island, 40, 41

Ternate Island, 23, 127

Tiburones Island. See Unfortunate Islands

Tidore Island, 23, 124, 144

Timor Island, 151

Trade, 91, 129, 139, 176

“Trinity”, flag-ship, springs a leak, 25, 144, 209

—— her subsequent voyage and loss, 26–29, 237–242

—— Captains—Magellan

Duarte Barbosa

Joan Carvalho

Juan Bautista

Joan Carvalho

Gonzalo Gomez de Spinosa

Unfortunate Islands, 9, 31, 65, 197, 222

Variations of the Compass, 67

“Victoria” speaks Pero Coresma’s ship, 256

—— doubles Cape of Good Hope, 160, 235

—— arrest by Portuguese at Cape Verde Islands of part of her crew, 162, 210, 235, 256

—— returns to Seville, 162

—— Captains—Luis de Mendoça

Juan Serrano

Sebastian del Cano

WRITERS QUOTED.

Amoretti, ii

Barros, ii, iii, xx, 14

Camoens, xxvii, xlvi, xlvii

Castanheda, xix

Conchita (Arte de Navegacion), xlix

Condorcet, viii, ix

Correa, iv, xvii, xviii, xxii, lvi, lviii, 241, 242, 244–256

Denis, Ferdinand, xvi, xxvi

Documents, xxviii–xlvi

Faria y Sousa, xxvii

Herrera, 175, 176

Lima, Antonio de, genealogist, xvi

Machado, Barbosa, xlviii

Mariana, xii

Mosquera (Numantia), l

Navarrete, xlix, 243, 244, 257

Osorio, iv, v

Pimenta, Bernardo, genealogist, xvi

Quintana, xii, xiii

Ramusio, liii

Thomassy, Richard, li

Vattel, vii

NAMES OF PERSONS.

Abuleis, Sultan of Ternate, 128

Albuquerque, xxi–xxiv

—— Jorge de, 240, 255

Alvarez, Sebastian, xxxvi, xlviii

Alvaro, Francisco, or Albo, pilot, lvi, 175

Angulo, Francisco, 244

Anriques, D. Garcia de, 29, 255

Antonio, carpenter, 239

Arias, Diego, 237, 239

Barbosa, Beatrice, xvi

—— Diogo, xvi, lviii, 243, 247

—— Duarte, xvii, xliii, xlix, 13, 103, 177

Barruty, Domingo de, 243

Basazaval, Antonio, 239

Bautista, Juan, lvi, 253

Behaim, Martin, lv, 58

Brito, Antonio de, 28, 128, 238

Calderon, Juan Gutierrez, xxviii, xxxiii

Campos, Joam de, 15, 237, 239

Carthagena, Juan de, 13, 56, 177

Carvalho, Dr. Antonio Nunes, lvi

—— Joam Lopez de, xliii. 13, 16, 45, 54, 104, 115, 116, 146, 239, 243, 244, 252–255

Cervicornus, Eucharius, 210

Chiericato Monsgr., 35

Chinchilla, Juan de, 244

Elcano, Sebastian, xlix, l, 175

Espinosa, Gonzalo Gomez de, 14, 19, 237, 238, 241, 243, 248, 252, 256

Fabre’s edition of voyage, liv, lv

Faleiro, Francisco, xlviii

—— Ruy, xxvi, xxxiii, xxxvii, xxxviii, xliii

Falkner, Jesuit, 63

Gabato, Sebastian, 241

Gama, Vasco da, 240

Gomez, Esteban, xliii, 244

Gonzales, Gil, lxv

Guerra, Geronimo, clerk of “San Antonio”, 243, 244

Guzman el Bueno, xii, xiii

Hans, bombardier, 241

Haro, Cristoval de, xxxviii, lxv, 187, 188, 244

—— Diego de, xii

Heredia, Sancho de, notary in the fleet, 243

Jansen, lv

Jorge, Dom, xxxvii

Lorosa, Pero Afonso de, 24, 128, 131, 140

Louise, Regent, li, 47, 163, 182

The first voyage round the world, by Magellan · 第 22 / 25 段