O romance em que lhe fallei n’uma das minhas últimas cartas de
Portugal
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A Adozinda foi começada em Campolide, ao-pé de Lisboa, no verão de 1827,
concluida na cadeia do Limoeiro no fim d’esse mesmo anno, e publicada em
Londres no outomno de 1828, em 1 vol., 12.º sem nome do auctor, e com a
seguinte breve advertencia precedendo a carta ao sr. Duarte Lessa que era
o verdadeiro prefacio:
‘ADVERTENCIA.—O auctor d’este romance, animado pelo lisongeiro favor que
outras publicações suas teem merecido ao público portuguez e a distinctos
litteratos extrangeiros, imprehende ésta nova publicação, cujo assumpto
é tirado da antiquissima tradição popular e se refere aos mais remotos
tempos e costumes de nossas epochas heroicas e maravilhosas. Espera
elle que não desagradará aos amantes de um genero que fez a colossal
reputação de Sir Walter Scott, e restituiu á antiga Escocia—na republica
das lettras—o nome e independencia que ha tanto perdêra na ordem politica.
‘Aindaque em pouco habeis mãos, a lingua portugueza sahirá mais uma vez
a próva singular de bisarria com as mais cultas e gabadas linguas da
Europa: e será culpa do cavalleiro, não sua, se o premio da belleza e
valentia lhe não for adjudicado por todo o juiz imparcial.’ (_Nota da
segunda edição._)