Chora a infeliz, chora, geme,
De horror e de pasmo treme:
Insta o perigo imminente,
A esperança na demora....
Com voz cortada e gemente:
—‘Senhor, não insteis agora,
Deixae-me cobrar alento,
E ámanhan responderei.’
—‘Pois solemne juramento
Farás de que...’—‘Sim, farei...’
—‘Que ámanhan, antes que o dia
Do horisonte despareça,
Darás resposta final
E ai de ti, ai do mortal
A quem ousasses!...—Pereça
O infeliz n’esse momento:
Só a morte, só o inferno
De meu cru resentimento
O poderiam salvar.’