I
Oh! que alegrias que vão
Pelos paços de Landim!
Que magnificos banquetes,
Que sumptuoso festim!
Juncto ao valente campeão,
Á cabeceira da mesa
Ficou a bella Adozinda.
A tam celeste belleza
Estão todos admirando;
E o imbevecido Sisnando
Não se farta de abraçá-la,
De beijar filha tam linda.
Auzenda de gôsto chora,
E abençoa a feliz hora
Em que tanto amor nasceu.
—‘Inda bem’ diz ‘que a rudeza
De tanto lidar com armas
Á innocencia, á belleza
Da amada filha cedeu!’
Ella as caricias paternas
Ja não ousa de esquivar-se;
Cora, mas deixa abraçar-se;
Ve-se que tantos affagos
A repugnancia venceram
Da timidez natural,
—Ou, se outra causa fatal,
Mais incuberta ella tinha...
Ao menos lh’a adormeceram.