Quinze annos tem Adozinda;
E desd’a vez que o romeiro
Do saio pardo e grosseiro
Lhe fallou ao seu balcão,
Faz tres para o San-João.
V
E Adozinda sempre triste
Vai sosinha pelo eirado
Pelo jardim, pelo prado;
Nem ja a divertem flores
Em que punha o seu cuidado.
Pelos sombrios verdores
De sua espessa coutada
Vaga á toa e derramada,
Como a novilha perdida,
Como a ovelha desgarrada
A quem o tenro filhinho
Lobo do mato levou:
—Desfaz-se a mãe em balidos,
Que de ninguem são ouvidos,
E o filhinho não tornou!