IV

Quinze annos tem Adozinda;

E desd’a vez que o romeiro

Do saio pardo e grosseiro

Lhe fallou ao seu balcão,

Faz tres para o San-João.

V

E Adozinda sempre triste

Vai sosinha pelo eirado

Pelo jardim, pelo prado;

Nem ja a divertem flores

Em que punha o seu cuidado.

Pelos sombrios verdores

De sua espessa coutada

Vaga á toa e derramada,

Como a novilha perdida,

Como a ovelha desgarrada

A quem o tenro filhinho

Lobo do mato levou:

—Desfaz-se a mãe em balidos,

Que de ninguem são ouvidos,

E o filhinho não tornou!

Romanceiro I: Romances da Renascença · 第 21 / 209 题