CAPITULO XI.

O Sr. Joaquim leu, releu e treleu a carta. Ao depois chamou o

guarda-livros.

--Sô Pinto? chegue-se, faça favor.

Pinto aproxima-se.

--Que palavra é esta? pergunta mostrando a Pinto a segunda palavra do

remate da carta.

Pinto arregalou os olhos, soletrou a palavra e leu--_monógámia_... e

repetio separando as syllabas: Mo-nó-gá-mi-a... Isto não é palavra,

decidio.

--A mim tambem me parece que não é, concordou o Sr. Joaquim, cuja

intelligencia dava pelo estalão da do outro.

Pinto voltou aos livros.

O Sr. Joaquim garatujou;

«Senhora.--Eu quando digo as cousas é porque sei. Não é debalde que sou

viuvo. O meu pezar é ter aberto os olhos quando a mulher fechou os seus.

O conselho do periodico é fundo como um poço, e os periodicos quando

dizem as cousas--são como eu--sabem o que dizem. Estou no mesmo pé. A

mulher ha de pegar no somno antes do marido e acordar depois delle, sem

esta condição saia não me torna a entrar em casa. A palavrinha monogamia

não leva a resposta devida por não ser palavra.

«E temos conversado.»

Monica revelou-me este episódio uma vez quando lhe disse andar perto de

querer casar com ella.

No fim da narração, pendi para a opinião do Sr. Joaquim.

Não sei porque, mais tarde, fizeram barão a este homem, que tanto senso

parecia ter!

Memorias de um pobre diabo · 第 68 / 83 题