O irmão de meu pai não faltava quando promettia.
Era seu dizer de todos os dias que o _cumprimento devia andar nas ancas
do prometter_, (ditado da maior embirração dos ministros).
Prometteu-lhe no domingo, cumprio na segunda.
Sahia-me eu lepido com a _artinha_ debaixo do braço.
--Aonde vamos? pergunta.
--A aula; respondo.
--Não senhor, não é a aula, vamos para o arsenal de marinha... marche...
--Eu juro ao tio... gaguejei, esfregando os olhos com as costas da mão,
de ora em diante estudar, como se fosse um boi...
Tinham-me contado que se os bois fossem homens seriam grandes letrados.
--Para boi caminha vossê, replica elle, que para bezerro não lhe falta
nada.
Já estavamos no meio da rua. E a mulher do Sr. Onofre na janella.
Nem de caso pensado, meu tio foi em direitura. Eu tinha desejado o
contrario... n'aquelle dia bastava eu desejar, para succeder ás avessas,
fosse o que fosse.