Associação e Liberdade dissera eu serem essas duas ideias aonde se
depara mais verdade e que, ambas fundidas em factos, podem dar fructo
mais sasonado e proveitoso; o leito por onde placida póde correr,
demandando seu termo, a torrente--ora revolta e turbada por mil
encontrados elementos que ahi se revolvem e guerreiam--da vida das
modernas sociedades.
E como não seria assim, se ramos frondosos de arvore, que no coração do
homem tem fundas as raizes--a propria natureza, têm por fim,
entrelaçando-se estreitamente e em mutuo amplexo apertando-se,
ampararem-se e defenderem-se uns a outos, porque assim reciprocamente se
protejam no crescer e no fructificar? Se são ara sacro-santa aonde os
animos discordes em busca da verdade--mas que d'alma a buscam, tem de
vir pactuar a alliança, queimando ahi, em holocausto incruento, o fel de
paixões ruins e desamoraveis ¿como poderão ellas, por estranho desapego
e ingratidão mentir ao que, em nome de futuro melhor, nos promettem, e a
que, na fé d'esse almejado futuro prestamos crença e esperança
illimitadas?
Não podem. Quanto á intelligencia e coração do homem se revela uma
verdade, tam rica de evidencia, tam promettedora de consolações, não
póde «_Aquelle_» que ao espirito a revelara deixal-a sem que pela
revelação dos factos receba confirmação e com ella foros de inconfutavel.
Uma ideia assim nunca mente.