MARIA, MAGDALENA, MANUEL; o ROMEIRO e TELMO _que apparecem no fundo da
scena sahindo detrás do altar-mór_.
*Romeiro*, _para Telmo_. Vai, vai; ve se ainda é tempo: salva-os,
salva-os, que ainda podes... (_Telmo dá alguns passos para deante_.)
*Maria*, _apontando para o romeiro_. É aquella voz, é elle, é elle.--Já
não é tempo... Minha mãe, meu pae, cobri-me bem éstas faces, que morro
de vergonha... (_Esconde o rosto no seio da mãe_) morro, morro... de
vergonha... (_Cái e fica morta no chão. Manuel de Sousa e Magdalena
prostram-se ao pé do cadaver da filha_.)
*Manuel*, _depois de algum espaço, levânta-se de joelhos_. Minha irman,
rezemos por alma... incommendemos a nossa alma a este anjo que Deus
levou para si.--Padre prior, podeis-me lançar aqui o escapulario?
*Prior*, _indo buscar os escapularios ao altar-mór e tornando_. Meus
irmãos, Deus afflige n'este mundo áquelles que ama. A coroa de glória
não se dá senão no céu.
(_Toca o orgam; e cái o panno_.)