SCENA VI.

Eduardo, _e depois_ Julia.

Eduardo.--A gargalhada de Alvaro quer dizer muito... (_Ouve-se a aria da

Norma_).

O maldito veria alguma cousa? Se viu, lá vai a terra todo o meu edificio

de virtude... Dizem que ella é facil, eu vejo-me illaqueado n'uma rede

tal, que se me descobrem não sei por onde hei-de evadir-me... Que pena

se me não deixam ser honrado!... Tenho, só n'um mez, colhido tantas

palmas de virtude, que, passados tres, n'este andar, eu todo seria um

palmito...

Julia (_agitada_).--Eduardo...

Eduardo.--Julia...

Julia.--Pelo amor de Deus, desvanece-me d'uma suspeita que me

despedaça...

Eduardo.--Que é?!

Julia.--Tu amas Leocadia.

Eduardo.--É falso...

Julia.--Mas ella adora-te com delirio...

Eduardo.--Que culpa tenho eu?

Julia (_tomando-lhe a mão com frenesi_...)--Não me sacrifiques a ella...

a nenhuma... porque nenhuma te amará tanto...

Jorge (_ao fundo_).--Isto é espantoso!...

Eduardo.--Não vês que represento um papel hypocrita, tão contra o meu

caracter, para te não perder?

Jorge (_o mesmo_).--É incrivel!...

Julia.--Conheço tudo... meu anjo... Vou á sala... póde notar-se a minha

falta...

Scenas Contemporaneas · 第 114 / 121 题