_Os mesmos_, D. Leocadia, _e_ Alvaro.
Viscondessa.--Tão tarde!...
Leocadia.--Foi impossivel aquietar o pequeno até agora...
Eduardo (_tornando ao tom beatifico_).--Passou bem, minha senhora?
Leocadia.--Bem...
Alvaro (_dá uma gargalhada_).
Viscondessa.--Que riso é esse?
Alvaro.--Não é nada, minha senhora... Quem toca, é minha mulher?
Viscondessa.--É sim... se quer vá á sala...
Alvaro.--Não, minha senhora. (_Senta-se trombudo a um canto da sala_).
Viscondessa (_a Leocadia_).--Que terá elle? Estranho-o!...
Leocadia.--Eu não sei... Chegou a minha casa quando eu estava para
sahir... Disse-me que me acompanhava... veio comigo sem dizer palavra...
e não sei mais nada, nem me importa...
Eduardo (_pesaroso_).--Terá dôr de dentes? São dôres dos nossos
peccados... Deus nos acuda...
Viscondessa.--Venha cá, snr. Alvaro!... O nosso bom amigo Eduardo, que é
o S. Paulo dos nossos tempos, pergunta se lhe doem os dentes... (_Alvaro
dá outra gargalhada_).
Leocadia.--Ora entendam lá aquillo!...