SCENA IV.

_Os mesmos_, D. Leocadia, _e_ Alvaro.

Viscondessa.--Tão tarde!...

Leocadia.--Foi impossivel aquietar o pequeno até agora...

Eduardo (_tornando ao tom beatifico_).--Passou bem, minha senhora?

Leocadia.--Bem...

Alvaro (_dá uma gargalhada_).

Viscondessa.--Que riso é esse?

Alvaro.--Não é nada, minha senhora... Quem toca, é minha mulher?

Viscondessa.--É sim... se quer vá á sala...

Alvaro.--Não, minha senhora. (_Senta-se trombudo a um canto da sala_).

Viscondessa (_a Leocadia_).--Que terá elle? Estranho-o!...

Leocadia.--Eu não sei... Chegou a minha casa quando eu estava para

sahir... Disse-me que me acompanhava... veio comigo sem dizer palavra...

e não sei mais nada, nem me importa...

Eduardo (_pesaroso_).--Terá dôr de dentes? São dôres dos nossos

peccados... Deus nos acuda...

Viscondessa.--Venha cá, snr. Alvaro!... O nosso bom amigo Eduardo, que é

o S. Paulo dos nossos tempos, pergunta se lhe doem os dentes... (_Alvaro

dá outra gargalhada_).

Leocadia.--Ora entendam lá aquillo!...

Scenas Contemporaneas · 第 112 / 121 题