O snr. Manoel Pires, pharmaceutico approvado por outro pharmaceutico que
não foi approvado em parte nenhuma, estabeleceu a sua botica n'uma aldêa
do concelho de Carrazedo de Monte Negro. O seu laboratorio chimico era
um fogareiro e uma retorta de vidro, emendada no collo por um cylindro
de lata. A sua livraria era o _Medico lusitano_, in folio; uma
Pharmacopeia, edição de 1700; e um pequeno volume intitulado--_Segredos
da natureza_. Os lotes, que eram seis, continham garrafões de barro
vidrado, atapulhados de hervas, que tinham o merecimento chronologico de
serem contemporaneas dos garrafões. Afóra isto, não sei que liquidos
verdes e amarellos e azues variegavam um dos lotes, que, pelos modos,
continha os remedios heroicos, como oleo de amendoas dôces, extracto
d'amoras, solimão, e oleo de mamona.
Com tantos elementos não admirava nada que o snr. Manoel Pires fosse um
sabio, não digo consumado, mas superior á intelligencia d'alguns
cirurgiões d'aquella redondeza.
Apenas estabelecido, este filho bastardo de Hypocrates honrou as cinzas
de seu pai fazendo a cura radical d'uma espinhela cahida na pessoa da
snr.^a Therezinha da Fonte. Este triumpho da pharmacia sobre a espinhela
elevou o snr. Pires, não direi até ás columnas do _Zacuto_, mas até onde
podiam leval-o as suas aspirações de mestre Manoel Pires, como
respeitosamente lhe chamavam os seus numerosos freguezes.
Um segundo triumpho veio consolidar a reputação adquirida no primeiro. A
cura d'uma _ostrução_, que eu não sei o que é, e outra d'umas
almorreimas renitentes, não deixou nada a desejar por aquelles
arredores.
O snr. Manoel Pires soube tirar partido dos dotes que a Providencia lhe
cedêra. Relacionou-se com o parocho, com o regedor, com o juiz de paz, e
associou-se assim a um triumvirato, que decidia dos destinos da
freguezia. E o que elles não fizessem dez leguas em redor ninguem o
faria. Uma vez ouvi eu dizer ao tio Antonio da Pôça que o sobredito juiz
de paz se correspondia com os _governos_ de Lisboa. Não posso abonar na
sua integra a verdade do dito; mas não será sem fundamento a cousa,
attendendo á importancia d'um juiz de paz, quando se tracta de fazer um
deputado.
O boticario era uma figura incapaz das honras anatomicas do romance.
Tinha a cara vermelha como um molho de beterrabas. Os rofegos das
bochechas cahiam-lhe em fórma de sanefas sobre os collarinhos engommados
com pós de batata.
As ventas eram dous vulcões que resfolegavam lavas de simonte; e, não
sei porque analogia estupenda, os dentes acavallados simulavam uma
Herculanum em miniatura, um destroço de pilastras e ogivas e capiteis.
Como quer que fosse, o snr. Manoel Pires, aos quarenta annos, contava
quarenta conquistas das melhores raparigas da freguezia. E, honra lhe
seja feita, não deu nunca pasto nos soalheiros, nem consta que désse o
menor escandalo. Lá como elle fazia as cousas, e a felicidade dos seus
triumphos, vai o leitor ajuizar, se, em desconto dos seus peccados,
quizer lêr uma pagina altamente dramatica da biographia do nosso amigo.
Manoel Pires foi chamado um dia para curar uma dôr de _reins_ na pessoa
da tia Maria do Eiró. Não é necessario dizer que a molestia obedeceu. Na
mesma casa curou da _triz_ o tio João, e por fim talhou o _bicho_ com
perfeição e felicidade á Mariquinhas, rapariga d'uma vez, e cousa de pôr
a cara a um lado a mais de quatro _Antonys_ de sócos que lhe andavam por
lá a regougar palavras de ternura.
O leitor não saberá o que é talhar o bicho, e eu, realmente lhe digo,
que não consultei o diccionario das sciencias medicas. Fiquemos com a
nossa ignorancia; e eu faço sinceros votos porque nos não seja preciso
nunca talhar o bicho.
O caso é que o mestre Manoel Pires fallou ao coração da rapariga, e
fez-lhe vibrar todas as cordas da viola de alma. Não sei se a moçoila
viu archanjos, serafins, e brizas, e raios de lua a pratear lagos
d'anil. O que eu sei é que a boa da rapariga achava que eram pouco os
olhos da cara para vêr o snr. Manoel Pires, que, diga-se a verdade, não
era sceptico, nem carpia tristezas por deshoras ao som do murmurar
saudoso do sujo regato que lhe passava á porta.
Felizmente para elle, o dono da casa foi atacado d'um _estalecidio_ que
lhe cahiu nos bofes, segundo a opinião do boticario, e a cura demorada
d'esta séria enfermidade proporcionou aos ternos amantes occasiões
ditosas de se trocarem palavrinhas de pôrem o coração em maré-cheia de
poesia chula.
O dialogo, que mais concorreu para a solução final, foi
incontestavelmente o seguinte:
Elle.--O deus Cupido fez dos olhos de vm.^{ce} duas settas, que
trespassaram o meu coração.
Ella.--E as palavras de vm.^{ce}, como o outro que diz, são palavrinhas
de mel a que não _regeste_ meu sensivel peito.
Elle.--Eu bem queria dizer a vm.^{ce} as ternuras do meu coração, e as
congeminencias do meu pensamento. Vm.^{ce} é mais bonita que Venus, e
Cupido é o deus do amor que me derrete aos pés de vm.^{ce}
Ella.--Pois se vm.^{ce} me tem amor para o bom fim o deve ter, que quem
mal anda mal acaba, como o outro que diz.
Elle.--O fim para que eu fallei a vm.^{ce} só eu o sei; e a troco d'esse
negocio faz mingoa fallarmos outra vez.
Ella.--Quando vm.^{ce} quizer, e Deus o faça para bem, que lá eu
querer-lhe isso quero eu, assim Deus me ajude, e o bicho me torne se
assim não é. Uma rapariga que tem seus _cretos_ não deve de perdel-os, e
vm.^{ce} bem entende as cousas que é sabio e homem de cabeça, por muitos
annos e bês.
Elle.--E vm.^{ce} que os conte. Ora pois; o que se ha-de fazer ao tarde
faça-se ao cedo. Se vm.^{ce} me der duas palavrinhas esta noite, ouvirá
da minha bocca as affectiveis ternuras do meu amante coração, onde o
deus Cupido cravou as mais duras settas.
Ella.--Pois se vm.^{ce} promette de ter toda áquella de... sim, dizia
eu, se vm.^{ce} promette de ter toda áquella... sim... como diz lá o
ditado...
Elle.--Pelo deus Cupido lhe prometto a vm.^{ce} de lhe não pôr a minha
mão, nem palavra lhe direi que seja escontra a honra de vm.^{ce}.
A resistencia da rapariga era impossivel! Quando a eloquencia, assim
inspirada do intimo da alma, regorgita em jorros nos labios d'um amante,
é certo o triumpho. O amor é realmente o galvanismo dos estupidos,
d'esses cadaveres moraes, que se levantam do tumulo da intelligencia, e
cantam lerias n'um alamiré celeste! Não nos recordamos de ter lido em
romances francezes um dialogo tão fertil d'imagens, tão vibrante de
affectos, tão digno, em fim, de ser copiado na carteira d'estes obtusos
amadores das salas, para os quaes não ha assumpto, se lhes falharem as
reminiscencias do borda d'agua.
Manoel Pires retirou-se com os acicates do seu deus Cupido cravados
n'alma, e foi, a toda a pressa, aviar duas tisanas, e quatro causticos
para a numerosa clinica que o esperava. Sem exageração, este
pharmaceutico era uma pilula de Holloway viva! Resumia todas as virtudes
da revalenta arabica. Logo que o anjo da guarda,[1] não podesse salvar o
enfermo das aggressões mephiticas do espirito mau, Manoel Pires, anjo
sublime do charlatanismo, com dedo inspirado, apontava a enfermidade,
quer na bocca do _estamago_, quer nos _bofes_ quer nos _miolos_! Este
homem despresava a nomenclatura de Bichat, de Soares Franco, e de tantos
outros creadores de nomes barbaros que não fazem nada á saude do
cidadão. Honra lhe seja feita!
O nosso homem, aviadas as receitas, tirou do bolso uma cousa enorme de
cobre defumado; levantou as camadas de metal, que guardavam não sei que
pythonissa magica, e, por fim de contas, era um relogio, cujo involucro
suppria á farta uma bacia de semicupios.
Eram 8 horas. Na aldêa é esta a hora dos amantes. Manoel Pires enfiou as
suas meias de lã até á cintura, calçou os sapatos confidentes de mil
emprezas semelhantes, dobrou galhardamente o seu pau de carvalho ferrado
de amarello, e partiu.
Ás 8 e um quarto, estava Manoel Pires no quinteiro da Mariquinhas,
esperando-a, com a anciedade propria da sua organisação nervosa. Maus
fados quizeram que n'aquella noite, e a taes horas, andasse fóra de casa
o tio João do Eiró. A rapariga entendeu que devia esconder em casa o seu
boticario, em quanto o pai não recolhesse. Quiz primeiro sumil-o na
córte das vaccas, mas lembrou-se que o pai, antes de deitar-se,
costumava hir afagar a sua vacca castanha, pela qual na feira dos 8
rejeitára sete moedas e um quarto! Metteu-o, depois, na loja da egua,
mas a bestinha, egoista e ciumosa da manjadoura, não comprehendeu que o
snr. Manoel Pires era um racional, e jogou-lhe uma parelha de couces,
que por um tris o não remetteu á galeria posthuma dos pharmaceuticos
illustres. Introduziu-o no curral dos carneiros, mas a entrada do
infeliz amante foi recebida com uma escaramuça de marradas, como se um
lobo cerval os surprehendesse. Ultimamente, Mariquinhas, melhor avisada,
levou o seu paciente amante para a cozinha, levantou um alçapão, fêl-o
descer uma escada, e, quando descia mansamente o fatal alçapão, entrava
o pai.
--Que fazes tu ahi, rapariga?--bradou elle.
Mariquinhas atrapalhou-se, e coçou a cabeça com ambas as mãos.
Deve saber-se que o tio João desconfiava que a filha, quando podia, lhe
roubava das caixas o seu sacco de milho, que vendia para comprar, á
surrelfa, o seu cordãosinho de ouro.
Na loja, onde o boticario desceu, estavam as caixas do milho, e não ha
nada mais natural que a irritação do velho, quando apanhou a rapariga em
flagrante delicto.
--Onde está a chave d'este alçapão, rapariga? interpellou o tio João no
mesmo diapasão.
--A chave tem-na vm.^{ce}
O homem entrou no seu quarto, proximo da cozinha, e veio com a chave,
resmungando:
--Ora deixa-te estar, que não has-de cá tornar po'lo vêso, minha cabra
de não sei que diga!
Fechou o alçapão, e foi-se deitar.
A loja não tinha outra sahida. O boticario, por tanto, achava-se n'uma
posição falsa, diz o leitor. Elle sabia lá o que eram posições falsas! O
que elle fez primeiro foi apalpar. Encontrou uma caixa, e disse lá
comsigo: «no chão não me deito eu.» Continuou fleugmaticamente a fazer o
seu juizo critico do local em que se achava, e esbarrou com o nariz n'um
presunto. Não obstante, o snr. Manoel Pires tirou uma segunda conclusão:
«de fome não morro eu.» Mais adiante esbarrou n'uma pipa, e teve a
pachorra de lhe tocar com os nós dos dedos para vêr se estava cheia. E o
caso é que estava! Manoel Pires era um onagro de felicidade! «Deixa
correr o mundo!...» disse elle, e estirou-se francamente sobre a caixa á
espera d'um somno regalado.
Passára-se uma hora, e o boticario, começando a pensar seriamente na sua
situação, teve momentos de Napoleão na ilha de Santa Helena! Applicou o
ouvido, e nem um sussurro ouviu na cozinha. Sentiu frio, por que em
Dezembro não é facil aquecer o corpo no fogão do amor. Deu alguns passos
maquinaes, buscando uma sahida qualquer, e encontrou um albardão.
«Valha-nos ao menos isto,» disse elle, e pegou do albardão, collocou-o
convenientemente sobre si, e tornou-se a deitar.
Agora fallemos das colicas de Mariquinhas.
Como sabem, o pai deitou-se, e a rapariga recolheu-se ao seu quarto, já
que não posso dizer ao seu palheiro. Alma de pedreneira, ferida pelo
fuzil do amor, a moçoila não atinava com a maneira de pôr no olho da rua
o seu querido pharmaceutico. Inspirada pelo derradeiro esforço da sua
dôr sublime, lembrou-se de pôr em execução um plano digno de melhor
sorte.
O pai resonava profundamente, Maria, pé ante pé, entrou-lhe no quarto e
sahiu com as calças, em cujo bolso estava a chave. Judith não sahiu mais
contente da tenda de Holofernes!
Abriu o alçapão com subtileza, mas, no momento em que o levantava, os
gonzos rangeram, e o lavrador, que sonhava com um sacco de milho que lhe
emigrava das tulhas, saltou abaixo da cama, gritando: «ó rapariga!»
Não se diz, em linguagem portugueza, sem um conhecimento profundo dos
classicos, a atrapalhação da cachôpa! O tio João procurou as calças, e
não as achou, mas o caso urgia. Mesmo em camisa (_proh pudor!_) saltou
do quarto para a cozinha, já quando a filha se esgueirava, escada
abaixo, para o quinteiro.
O tio João, contra todas as leis da decencia, foi atraz de sua filha, e
filou-a pelo gasnete:
--O que hias tu fazer á loja, Maria?
--Raios me parta (disse ella a chorar) se eu hia á caixa do pão ou dos
feijões!
--Então a que hias tu lá, diabo?
--Assim me Deus salve, em como lhe não tirei nem um graeiro da caixa...
O tio João sentiu frio, e reconheceu que a brisa gelada da noite lhe
soprava nas pernas. Tornou para a cozinha, e foi direito ao alçapão;
mas... ai d'elle!... o alçapão estava aberto, e o honrado chefe de
familia resvalou com todo o peso da sua bestialidade até á loja.
Manoel Pires soltou um urro de surpreza, que já não foi ouvido pelo João
do Eiró, que desmaiára.
Maria, ainda no quinteiro em postura de Dido lastimosa, ouviu um ruido,
mas suppoz que era o cahir do alçapão. Atravessou a cozinha,
amaldiçoando a sua sorte, e metteu-se no seu quarto a pensar no
desenlace d'aquella tragedia.
A tia Maria do Eiró, acordando, não achou na cama o seu velho, e sentiu
ciumes, pela primeira vez na sua vida. Chamou com voz do intimo, tres
vezes, o seu João, e como ninguem lhe respondesse, a mulher começou a
vestir-se, enfiando responsos a Santo Antonio, de mistura com não sei
quantas pragas, que ella rogava ao sumidouro das suas sócas.
E a filha, cosida com as mantas, nem uma palavra!
A tia Maria accendeu a candêa, e foi direita á cozinha, que era o ponto
convergente de todas as operações d'aquelle drama. Viu o alçapão aberto,
e não tinha ainda reconcentrado em si todo o horror d'aquella
fatalidade, quando ouviu um gemido surdo que vinha lá debaixo. A pobre
mulher lembrou-se que estava roubada! Abre a janella e grita
desentoadamente «aqui d'el-rei ladrões!» A visinhança alarmou-se, e
pouco depois os 60 fogos d'aquella aldêa agglomeravam-se no quinteiro do
tio João do Eiró.
Os mais destemidos rapazes da aldêa desceram á loja, e encontraram o
pobre velho com a cabeça aberta por dous lados, e não sei quantas
costellas desmanchadas. Reinou o silencio do mysterio! Ninguem
conjecturava a causa d'aquelle estranho successo, quando um dos que
farejavam os recantos da loja, descobre um pé por debaixo d'um albardão!
Levantou-se uma gritaria infernal: até que o mais resoluto, afastando o
albardão, soltou um brado terrivel d'espanto:
--O senhor mestre Manoel Pires!
Hão-de ter visto nos dramas descabellados um encapotado, que é
necessariamente um rei, mostrar a cara, e petrificar uma sucia de
perseguidores, que o atacam. Pois tal foi o effeito que o boticario
produziu na chusma de valentões de fouce roçadoura, que o cercavam.
O tio João, tornando a si, foi direito ao boticario para agradecer-lhe a
promptidão com que viera cural-o. Mas a tia Maria poz tudo em pratos
límpos: contou tudo a seu marido, que a escutava com cara de parvo,
segundo convinha em semelhante conflicto.
Mestre Manoel Pires hia ser apregoado ladrão, por que a sua importancia,
passado o momento da surpreza, começava a soffrer uma grande baixa na
opinião dos lavradores.
Mas o seu caracter repellia tamanha affronta! A hora solemne d'uma
honrosa satisfação estava chegada. O pharmaceutico, superando com a sua
voz o ruido da turba conspirada, disse:
--Chamem cá a Mariquinhas que essa é que sabe do negocio como elle é.
O Pedro da Eira, apaixonado de Mariquinhas, vendo, com olhos d'amante, o
segredo da cousa, quiz logo alli partir a cabeça do seu rival.
--Oh su alma do diabo!... exclamou elle.
Contiveram-no. O snr. João do Eiró chamou a filha. A pobre rapariga era
uma cascata de lagrimas. Veio a muito custo, cuidando que era então a
_sua fim_, como ella depois disse.
A sua apparição impoz ás multidões um respeitavel silencio.
Mestre Manoel Pires fallou assim, com ar de inspirado, e o braço direito
em attitude prophetica:
--Esta rapariga é minha mulher, se m'a derem. Eu vim aqui a troco
d'ella. Em bom panno cahe uma nodoa. Mal remediado é mal acabado. Ámanhã
se Deus quizer lêem-se os banhos, e não ha nada mais a fazer aqui!
A Mariquinhas ficou com cara de tola, e não cabia n'um sino. Os paes,
d'esses não se falla. Mestre Manoel era o casamento mais vantajoso da
freguezia. Endireitou as costellas ao sogro, bebeu á saude da boa
companhia, e casou com grande prestito, onde não faltou o juiz de paz,
que teve de mais a mais o prazer de pendurar n'esse fausto dia o habito
de Christo na casaca. Nas bodas celebres para sempre, nos annaes de
Carrazedo de Monte-Negro, comeram-se dez cabritos assados com o
competente arroz de forno.
Já lá vão cinco annos.
Mestre Manoel Pires espera ser deputado com um governo apreciador do
verdadeiro talento; e a senhora Mariquinhas Pires já este anno veio a
banhos de mar, e viu por ahi baronezas, que lhe despertaram o louvavel
desejo de o ser.
E ha-de ser, se Deus quizer.