*O Crime do Padre Amaro*, 1 vol. 1$200
*O Primo Bazílio*, 1 volume 1$000
*O Mandarim*, 1 volume 500
*Os Maias*, 2 grossos volumes 2$000
*A Relíquia*, 1 grosso volume 1$000
*Correspondência de Fradique Mendes*, 1 volume 600
*A Ilustre Casa de Ramires*, 1 volume 1$000
*A Cidade e as Serras*, 1 volume 800
*Contos*, 1 volume 600
*Prosas Bárbaras*, 1 volume 600
*Cartas de Inglaterra*, 1 volume 500
*Ecos de Paris*, 1 volume 500
*Cartas Familiares*, 1 vol. 500
*Notas Contemporâneas*, 1 volume 1$000
*Últimas páginas* (manuscritos inéditos), 1 vol. 1$000
*Páginas esquecidas*, com um largo estudo de José Sampaio (Bruno) no prélo
*As Minas de Salomão*, (tradução), 1 volume 600
*Revista de Portugal*, 4 grossos volumes (colaboração) 12$000
A propriedade literária e artística está garantida em todos os países
que aderiram à convenção de Berne--(Em Portugal, pela lei de 18 de março
de 1911. No Brasil pela lei n.º 2.577 de 17 de Jan. de 1912.)
* * * * *
A obra dispersa de Eça de Queiroz, desde os seus primeiros folhetins na
_Revolução de Setembro_ e na _Gazeta de Portugal_ até à sua assídua
colaboração na _Gazeta de Notícias_, do Rio de Janeiro, e na _Revista
Moderna_, é muito vasta, muito variada e encerra algumas das mais
maravilhosas páginas do grande e saudoso escritor.
Os seus editores começam, com a publicação do presente volume, a
_compilação da obra póstuma e dispersa_, recolhendo cuidadosamente êsse
riquíssimo espólio, para o salvar, pelo livro, do esquecimento a que o
condenariam a dispersão das fôlhas diárias e a sua efémera vida.
Os _Contos_ compreendem todos os escritos dêste género que Eça de
Queiroz nos deixou, a partir das _Singularidades duma rapariga loura_.
Os seus primitivos escritos na _Revolução_ e na _Gazeta de
Portugal_, obra mixta de fantasia e de crítica, seguir-se hão a êste em
outro volume, já no prelo, e a que uma feliz indicação do snr. Jaime
Batalha Reis[1] nos revelou o próprio título que o autor
determinara dar-lhe: _Prosas Bárbaras_.
Mais três volumes serão destinados a coligir as suas correspondências
para os jornais brasileiros, conservando-se-lhes como títulos as
rúbricas sob que ali eram publicadas: _Cartas de Inglaterra_, _Ecos de
Paris e Cartas Familiares_; e outros dois encerrarão[2] a
sua copiosa _vária_, onde se misturam impressões de literatura e de
arte, artigos sôbre política geral, estudos biográficos, notas de
viagem, ensaios, críticas, polémica, etc.
Completará esta série um derradeiro volume com o precioso inédito do _S.
Cristóvão_,[3] tal como o admirável artista o deixou: um
esbôço magnífico, um verdadeiro improviso, traçado com largueza numa
primeira factura pronta e fluente, onde a sua imaginação e a sua prosa
brotam em jorros impetuosos e borbulhantes, em contrário da falsa lenda
que fazia de Eça de Queiroz um criador moroso, e um escritor sem
espontaneidade.
A título de curiosidade, para mostrar o poder de desenvolvimento e
ampliação das suas faculdades imaginativas e como um exemplo dos seus
processos de trabalho, inserimos no presente volume o conto intitulado
_Civilização_, que o autor, amplificando-o, transformou depois na
deliciosa novela _A Cidade e as Serras_.
Ao terminar estas linhas, os editores cumprem o grato dever de
testemunhar o seu reconhecimento ao snr. Francisco Ramos Paz,
co-proprietário da _Gazeta de Notícias_, do Rio de Janeiro, que, com o
mais vivo interesse pela publicação dos escritos dispersos de Eça de
Queiroz, lhes forneceu obsequiosamente toda a vasta colaboração do
ilustre romancista no importante jornal fluminense.
Pôrto, 1903.
*_Lelo & Irmão._*
(_Da primeira edição_)
[1] ANTHERO DE QUENTAL, _In Memoriam_, pag. 444.
[2] Publicado num só volume--_Notas Contemporâneas_--1909.
[3] Incluido no volume--_Últimas páginas_--1911.