[28] Nunca pude affeiçoar-me a D. João III apesar da sua piedade e
bondade, apezar do seu amor das sciencias, protecção que lhes deu,
etc., etc. Donde virá isto? Será do seu ainda maior amor, e do generoso
accolhimento, que fez á Sancta Inquisição.
[29] E com effeito qual será o bom portuguez, que possa perdoar a Faria
e Sousa o ter escripto as suas historias em castelhano? Os seus taes
e quaes commentarios a Camões, ao melhor dos escriptores portuguezes,
ao mais célebre da sua nação, na lingua dos oppressores da patria, dos
tyrannos de Portugal?
[30] Todos sabem que a philosophia
Aristotelico-Thomistico-escholastica, tam querida de nossos avós, era o
opposto diametral d’aquella deffinição de Seneca: _Non est philosophia
populare arteficium, nec ostentatione paratum. Non in verbis, sed in
rebus est._ SENEC. Epist. XVII ad Lucil.
[31] Em Coimbra não teve effeito: dizem as más linguas, que por ser
cousa d’utilidade e especie ommissa nos _ff._ e _Inst._
[32] Na regencia do actual reinante, e demencia da rainha.