XXIV.

A analogía, que ha entre a formação deste prisma, e a dos prismas

rectos, dos quaes temos fallado, (Art. XVII.) nos dá facilmente a

medida da solidez dos prismas obliquos; porque se imaginarmos que ao

pé de hum prisma obliquo _a b c d e f g h i k_ (Fig. 12. e 13.) esteja

hum prisma recto ABCDEFGHIK, que tenha a mesma base, e que estes dous

prismas estejam comprehendidos entre duas parallelas, se verá que a

solidez destes dous corpos será absolutamente a mesma.

[Sidenote: EST. XI.]

Porque se por hum ponto, qualquer que seja P da altura, se fizer passar

hum plano parallelo á base, as secções NOPQR, _n o p q r_, que este

plano formar em cada hum destes dous prismas, se poderão considerar,

como se as bases iguaes ABCKI, _a b c k i_ chegassem a NOPQR, _n o p q

r_, pelo movimento que fizessem estes dous prismas; e assim estas duas

secções seriam polygonos iguaes.

Ora se todos os córtes imaginaveis, que nestes dous prismas se podem

formar, cortados pelos mesmos planos, são iguaes, segue-se que a somma

destas porções, isto he, dos prismas, he igual tambem.

[Sidenote: Os prismas obliquos são iguaes aos prismas rectos, quando

elles tem as mesmas bases, e as mesmas alturas.]

Exprime-se ordinariamente esta proposição deste modo: Os prismas

obliquos são iguaes aos prismas rectos, quando elles tem as mesmas

bases, e as mesmas alturas. A altura do prisma he a perpendicular

abaixada do plano superior sobre o inferior, ou sobre o seu

prolongamento.

Elementos de geometria · 第 179 / 266 题