Ás dez horas de uma noute de janeiro de 1840, Christina, convidada
pela limpidez da lua, tão brilhante n’aquellas noutes, se o céu está
desannuviado, chegou á janella, sem correr as vidraças. Do exterior
não podia ser vista, que era completa a escuridade dentro; viu, porém,
Christina, dous homens parados na rua, com as cabeças muito conchegadas,
em agitada e inaudivel conversação. Teve mêdo, e correu ao gabinete
do marido a chamal-o. Casimiro, pé ante pé, segundo a esposa lhe
recommendava, espreitou, e, sem hesitação, disse:
—Um é D. Alexandre; o outro não conheço. Vejamos o que fazem.
—Vê!—disse Christina—olharam para a janella do teu quarto.
—É uma contemplação estupida!—redarguiu Casimiro.
—Agora esconderam-se debaixo das janellas.
—Quererão escalar a casa?!—tornou elle em ar de mofa.
—Quem sabe?! Olha... lá deram um encontrão á porta do quintal!
—É que são ratoneiros de couves. Que podem elles querer do quintal senão
as tuas couves gallegas?
—Tu brincas, meu Casimiro!... Olha que isto é sério!... E não passa
patrulha nenhuma!...
—Calla-te, creança! Se te ouvem, perderemos este espectaculo gratuito.
Deixa vêr no que isto dispara. Lá vem outro estudante, rente pela parede
d’alem! como elle se embuça!...
—Parou!—disse Christina agitada.
—Será da malta?! As couves não chegam para todos.
—Lá vai para baixo.
—E os outros seguem-no.
—Já não seguem.
—Elles ahi voltam, outra vez para a sombra.
—Outro empurrão á porta da escada!—murmurou Christina alvoroçada e
tremula.
—Então o negocio não é de horta! Teremos hospedes assim mal-criados!
Ver-me-hei forçado a recebêl-os com igual delicadeza!
A arma unica de Casimiro Bettancourt era uma enferrujada espada de seu
pai. Tirou-a de baixo do leito, e disse á esposa:
—Deixa-me a escada livre, e não temas.
—Á escada não vais: póde vir um tiro!
—Não vem tiro nenhum: apaga todas as luzes.
Dous estrondosos encontrões metteram dentro a fragil porta. Christina
soltou um ai, e involuntariamente correu ao leito onde a menina chorava
acordada pela rija pancada.
Casimiro estava no topo da escada, e viu do lado da rua um homem de
batina academica apanhar de hombro a hombro com um pau as costas, do que
elle affirmára ser D. Alexandre. Os dous aggressores saltaram ao meio da
rua, e Casimiro, ia na colla d’elles, quando Christina, com a menina nos
braços, lhe estorvou o passo, exclamando:
—Casimiro, Casimiro! pela tua filhinha te rogo!
A catastrophe, tão almejada de Guilherme Lira, rematava assim na rua.
Ayrão, logo que o amo levou a primeira pancada, correu de faca sobre
Guilherme, e recebeu em cheio peito uma choupada, e segunda no ventre. Já
cambaleava moribundo, quando recebeu a terceira, e bateu nas lages com a
face morta.
D. Alexandre ia fugindo, com a maxima velocidade de sua prudencia, quando
uma segunda bordoada o apanhou pela nuca. Rugiu e afocinhou, forçado por
um doloroso raspar de ferro na orelha direita.
Guilherme volveu a sondar a respiração do desertor, e responsou-o ao
diabo.
D’alli correu á escada de Casimiro, e chamou-o.
—Quem é?—respondeu Casimiro com a espada apontada.
—O Lira. Creio que estão ambos mortos; um de certo. Agora,
acautella-te... Já está gente nas janellas. Posso sahir pela porta de
traz? Aqui reconhecem-me.
—Sahe—disse Casimiro—Vem por aqui... Quem mataste?
—Boa pergunta! A besta-féra não se levanta mais; o outro desconfio que
está vivo. Deixal-o viver... Por aqui?... bem... Adeus! Segredo de
sepultura, ouviste?
—A recommendação é indigna de mim.
Guilherme Lira entrou no Becco das Flores, e sumiu-se de travessa em
travessa, reapparecendo, vestido á futrica, na Couraça dos Apostolos.
Quando chegou occupavam a rua centenares de pessoas. Em redor do cadaver
de Ayrão estavam muitos estudantes de envolta com a policia. Nenhum
academico reconhecia o morto, que trajava batina, bem que tivesse illeso
o rosto. Emquanto a este, esperou-se o dia para lavrar-se auto.
D. Alexandre já tinha sido transportado em braços, e moribundo, segundo
diziam os que lhe viram o rosto ensanguentado, e ouviram o archejar
estertoroso do peito comprimido pelo derramamento das costas.
A visinhança dizia que vira entrar um homem de batina e capa nas escadas
de Casimiro Bettancourt. A opinião geral decidiu que fôra Casimiro o
assassino, visto que o sugeito entrado não sahira.
Christina chorava, e dizia, ouvindo as vozes da rua:
—Que será de nós? Prendem-te, Casimiro. Fujamos... vamos para Villa Cova.
—Socega, filha. Se me prenderem, hão de soltar-me! Attende-me, Christina:
Nunca dirás uma só palavra com referencia a este acontecimento. Nunca
proferirás o nome de Guilherme Lira. Nunca dirás que eu estou innocente.
Juras-m’o?
—E tu... perdido, meu infeliz amigo... perdido!—atalhou ella, archejante
de gemidos—desgraçado por minha causa!
Casimiro apertou-a ao seio, e disse-lhe:
—Crês em Deus?
—Se creio em Deus...
—Crês que a justiça divina me faça padecer innocentemente?...
—Mas a justiça humana...—interrompeu ella.
—Mulher de pouca fé!... Se visses a serenidade do meu espirito, vias em
mim a influição de Deus!
* * * * *
As authoridades superiores, avisadas do acontecimento e do author
indigitado do crime, mandaram guardar por soldados as avenidas da casa de
Casimiro, para o prenderem de dia.
O academico deitou-se á sua hora regular, e obrigou a alvoroçada esposa a
deitar-se com a filhinha inquieta.
Ás tres horas e meia da manhã rebentou de subito um ruido estridoroso na
rua, depois de alguns repetidos brados das sentinellas.
Chegava a «Sociedade da Manta» acaudilhada por Guilherme Lira, em numero
de vinte e tantos bravos, armados de refes e clavinas.
Os soldados outros tantos seriam. Á primeira carga inesperada, a tropa
titubeou entre fugir ou defender-se, e, n’esta perplexidade, soffreu o
desaire de ser desarmada e contundida com as proprias armas.
Libertas as portas, Guilherme chamou Casimiro, subiu e disse
imperiosamente:
—Foge!
—Não fujo.
—Como não foges?
—Não: salva-te tu, que eu me livrarei da justiça.
—Não livras: diz toda a gente que tu mataste o homem. Alexandre está
vivo, e diz que foste tu quem mataste o seu creado, e lhe tiraste a elle
a orelha.
—Deixaste sem orelha o homem?
—Nada de riso: foges ou não?
—Já te disse, Guilherme: vai na certeza de que o teu nome nunca será
envolvido na minha justificação.
Uma vez de fóra disse:
—Olha que tocam as cornetas na Sophia, ó Lira! Vem, que não temos partido
contra o regimento.
—Adeus!—concluiu Guilherme—Oxalá que te não arrependas!
—Fujamos!—exclamou Christina.
—Porque me não attendes, filha? disse maviosamente Casimiro, e desceu a
fechar a porta.
Poucos segundos depois, estava a rua cogulada de soldados, e muitas vozes
diziam que o assassino tinha fugido com os academicos.
—O melhor é arrombarem as portas, camaradas!—dizia um cidadão—Que fazem
vossês ahi, se elle fugiu? É arrombar que não ha outro modo de saber se
elle está.
—Arrombar!—contrariou um alferes—a Carta Constitucional prohibe arrombar;
mas bate-se a ver se falla alguem.
—Ou isso—disse o cidadão prudente.
O alferes bateu urbanamente. Casimiro abriu de prompto a janella do seu
quarto, e perguntou:
—Quem é?
—Ah!—disse o alferes—está em casa?
—Estou em casa. Não quer mais nada?
—Não sr. Foi para sabermos... dizia-se que não estava lá ninguem...
Perdoará o incommodo.
—Boas noutes—respondeu Casimiro. Depois, baixou a vidraça, e disse a
Christina—A rua está vistosa! As armas refrangem a lua, e dão a lembrar
uma illuminura da idade média! Apaga a luz da saleta, que eu gosto de
ver este arraial de batalha, que me parece um sonho!
—Ó Casimiro!—balbuciou ella—como tu pódes rir, e eu sinto-me aqui morrer!
—És fraca. Nunca te tinha conhecido esse aleijão! Parecias-me uma
natureza perfeita em amor, em brios, e em força. A força é que te falta,
minha debil filha!
—Enganas-te, Casimiro!—replicou ella—É que eu era tão feliz!...
—E ámanhã que impede que o sejas?
—Ámanhã... estarás preso!....
—E então? A luz do teu amor teme de romper as grades da cadeia?! A nossa
filhinha hesita entrar lá comtigo? Não vai commigo a imperturbavel
consolação da consciencia?
—Mas eu tambem vou...
—Pois irás, filha. Quem te veda de estar com teu marido preso?!
Conversaram n’este sentido longo tempo; e já a final, Christina estava
conformada com a ideia da prisão, e logo cuidou em enfardelar os fatinhos
da filhinha, emquanto o marido escrevia a seguinte carta:
«Meu caro compadre.
«D. Alexandre de Aguilar foi gravemente ferido, e o seu creado
está morto. Este acontecimento deu-se á porta da minha caza, ha
cinco horas. O povo, a academia, e as authoridades indigitam-me
como author do successo. Esperam que nasça o sol para me
prenderem.
«Escrevo-lhe agora, 4 horas da manhã, receando que os
interrogatorios me tirem o tempo no correr do dia.
«Minha mulher tem estado attribulada, mas, como appelei do seu
coração para a sua coragem, vejo-a reanimado e esperançosa
da minha absolvição em despeito do povo, da academia e das
authoridades.
«Peço aos meus amigos que não se afflijam, e me creiam forte
bastante para luctar com o mal do mundo. Refugio-me na vossa
estima, e sou o vosso irmão agradecido, _C. Bettancourt_.»
Ao apontar o sol, a authoridade administrativa, auxiliada pela militar,
bateu á porta de Casimiro, e esperou instantes. O proprio academico
desceu a abrir, e offereceu ceremoniosamente a sua casa.
—Está o sr. preso—disse o administrador.
—Já o sabia—respondeu Casimiro.
—Bem. V. s.ª acompanha-me. Irá comnosco o sr. alferes da companhia.
—Como queiram: vou só, vou com v. sr.ᵃˢ, vou com a escolta: para mim é de
todo o ponto indifferente.
—Dispenso a força, sr. alferes, disse o administrador: póde v. s.ª
mandal-a recolher com o sargento; o sr. alferes tem de ficar para
solemnisar a prisão d’este academico que é furriel.
—Se querem subir...—disse o preso.
—Não, senhor: vá, e volte, que nós esperamos.
O administrador, em quanto Casimiro subiu a dar as ultimas palavras de
conforto a sua mulher, disse ao commandante da força:
—Este homem ou está innocente, ou excede tudo que eu tenho visto em
coragem!
—Será cynismo? replicou o militar.
—É cynismo, não pode deixar de ser cynismo—optou o cidadão que propozera
o arrombamento das portas.
No entanto, Casimiro dizia a Christina, depois de beijar Mafalda:
—Eu escrevo-te de casa do administrador, dizendo-te o meu destino;
naturalmente irei de lá para a cadeia; e tu, como boa gerente da
casa—continuou elle jovialmente—irás lá ter, depois de ter dado as
ordens para o jantar. Olha que a instauração de um processo por crime
de morte não obriga a jejum, minha filha. Lembra-te que as consciencias
puras concorrem muito para o bom appetite, e são optimas auxiliares do
estomago. E adeus, até logo.
Christina ajoelhou com a filha nos braços, e orou. E, orando, ouvia dizer
fóra:
—Mas como elle vai direito e senhor seu!
—Elle se entortará quando lhe pezarem nas costas os caibros da Portagem!
—Terá pena ultima?—perguntava uma rapariga de má vida, e acrescentava:
coitadinho! é tão novo, e de mais a mais casado, e tem uma filhinha!...
—Deixal-o ter!—atalhava uma velha, que vinha da missa d’alva, e ia ouvir
a segunda, para depois ir ouvir a terceira—Deixal-o ter! Quem mata,
morra! As forcas não se inventaram para os que morrem, é para os que
matam.
O axioma foi applaudido pelo cidadão prudente, e outros sujeitos
honestos, cuja garganta zombára muitas vezes da corda de esparto do Livro
V das Ordenações.
E Christina callava a oração para escutar, e orava para não ouvir.
Perguntou a authoridade a Casimiro Bettancourt o nome, a naturalidade, os
annos, o estado, a profissão, etc. E proseguiu:
—A voz publica e as apparencias dão-no ao senhor como homicida de um
homem ainda desconhecido, e tambem o incriminam de espancador de D.
Alexandre de Aguilar, cuja vida está ainda duvidosa. O sr. Bettancourt é
réu d’estes crimes?
Casimiro não respondeu.
—Ouviu a pergunta que lhe fiz?—tornou a authoridade suspeitando a surdez
do preso.
—Ouvi, sim, senhor.
—Que responde?
—Nada.
—Nada?! é boa essa!... Matou ou não matou?
—Se ha provas de que fui eu, porque m’as pedem? Se as não ha, porque me
prendem?
—A lei manda interrogar os réus.
—Póde ser; mas não obriga os réus a responder.
—O silencio é uma confissão—redarguiu o administrador.
—É o anexim «quem calla consente» arvorado em axioma juridico. Boa
hermeneutica!
—Modere as suas ironias, que a occasião é inopportuna, sr. Bettancourt.
D. Alexandre de Aguilar Vito de Alarcão Parma d’Eça diz que fôra atacado
pelo sr. Casimiro, quando passava á sua porta.
—Se o diz, elle o provará.
—A visinhança depõe que v. s.ª entrára em sua casa depois de ter deixado
morto um homem e o outro cahido.
—Já sei: ouvi o parecer de meus visinhos antes de v. s.ª os interrogar.
—E que diz a isto senhor?
—Nada.
—Diz que está innocente?
—Já tive a honra de dizer a v. s.ª que não digo nada. As provas
responderão por mim, e a lei me julgará.
—Está claro. Vai v. s.ª recolher-se á cadeia, e esperar lá a nota da
culpa.
—Posso ser visitado por minha mulher e minha filha?
—Sim, senhor, em quanto a policia julgar isso indifferente ao processo.
—E quando póde impecer ao processo que eu veja minha familia?
—Ha casos...
—Bom. Recebo as suas ordens.
—Vai acompanhal-o um official do juizo. O sr. Bettancourt inspira-me
confiança, e por isso o allivio do vexame de ir com soldados.
—Agradeço a confiança; mas os soldados não me vexam: cumpra v. s.ª o seu
dever de authoridade.
—Vá, e pense sériamente na sua situação, que é grave, sr. Bettancourt.
Póde ser que o senhor esteja innocente; mas as suas desavenças anteriores
com D. Alexandre condemnam-no. Póde ser que v. s.ª matasse em justa
defeza: se assim foi, convém attenuar a culpa com essa circumstancia.
Esse seu systema de responder com o silencio, sobre ser excentrico, é
confirmativo da imputação. Dou-lhe este conselho, movido pela sympathia
que me causa a sua abnegação e como despreso da vida. Sei que tem
familia, e avalio as angustias de sua consorte; por isso lhe peço que se
abstenha d’esse stoicismo inutil, e—peior ainda—prejudicial. Se póde,
decline de si a responsabilidade de um homicidio, que é sempre e em
todos os casos deshonra. Se matou, negue, negue sempre!—acrescentou o
administrador, collando-lhe no ouvido os labios.
Casimiro agradeceu o conselho com um sorriso, e sahiu á direita do
official de justiça.
Á porta da authoridade, quando Casimiro sahiu, agglomerava-se um cento de
pessoas, gentio baixo, regateiras da praça de Sansão, serventes, gaiatos,
e alguns cidadãos honestos, nomeadamente o oraculo da Couraça dos
Apostolos. A custo rompeu o aguazil a multidão, que se premia em redor de
Casimiro, e lhe roçava as faces com o halito acre da aguardente.
—Chamo soldados!—bradou o official de justiça.
—Não é preciso—disse um academico, que estanceava mais distante n’um
grupo de estudantes.
E, tirando a carreteira das mãos de um lavrador, cresceu sobre a
multidão, e apanhou quatro cabeças da primeira paulada. A rua, momentos
depois, estava deserta, como se passasse n’ella a ira do Senhor.
—Foge que é o Lira!—diziam muitas vozes, convulsas de terror, menos o
cidadão da Couraça dos Apostolos, que levou a sua cabeça ao visinho
boticario.
Era, com effeito, Guilherme Lira, cujo sangue refervia em phrenesi,
e sêde de beber o sangue da humanidade. Infurecia-o o remorso de
ter deixado vivo D. Alexandre! Saber elle que o vil declarava ter
sido assaltado por Casimiro, espicaçou-lhe o odio e a ancia de ir
estrangulal-o em casa. Depois, via Casimiro preso, sabia já as suas
respostas á authoridade, pungia-o o arrependimento de o perder, quando
cuidava salval-o de inimigos infames, e não poder salval-o, sem se
declarar elle mesmo o aggressor!
O governador civil, o reitor, as authoridades subalternas, receiosas de
sublevação academica, instigada por Guilherme Lira, preveniram a tropa,
e assignaram ordens de prisão dos mais celebres desordeiros, no caso de
motim.
A este tempo estava na cadeia Casimiro Bettancourt, contrastando, com
sua quietação, o reboliço que fremia cá fóra. Christina seguira-lhe os
passos, e entrara apoz elle. Mafalda ia muito risonha e fagueira. Não
fallava, mas gesticulava as suas caricias, e pendurava-se do collo do
pai, beijando-lhe os olhos.
E Christina observava em redor de si a nudez, a sombra, a immundicie da
salêta. Queria chorar; mas pejava-se do esposo, e retinha-se para o não
affligir.
—Voltas a casa, minha filha?—disse Casimiro—Olha que são dez horas, e
nós costumamos almoçar ás nove. Basta de sacrificio á justiça humana,
Christina! Uma hora é de mais!
—Tu não estás muito triste, pois não, meu Casimiro?—exclamou ella,
cingindo-lhe o pescoço, com quanto carinho podem exprimir as angustias
supremas.
—Se estou triste!... Quando me viste mais risonho, Christina!... Alegre,
minha esposa, alegre como esta creança que te sorri! A minha consciencia
está serena como a d’esta menina; por isso nos vês tão contentes ambos!